Grupo Casais defende Build to Rent como resposta à crise habitacional em Portugal

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Grupo Casais defende Build to Rent como resposta à crise habitacional em Portugal

O Salão Imobiliário de Portugal (SIL), no dia 24 de abril, foi o palco escolhido para a conferência “Build to Rent: Da Oportunidade à Execução”, integrada na primeira sessão Connect to Build, num programa que contou também com as Casais Talks, iniciativa promovida pelo Grupo Casais para estimular a partilha de conhecimento, a discussão de soluções concretas e a aceleração da transformação do setor da construção e do imobiliário. Neste contexto, António Carlos Rodrigues, CEO do Grupo Casais, apelou à urgência de o setor imobiliário passar do discurso à execução na resposta à crise habitacional em Portugal.

Durante a sua intervenção, António Carlos Rodrigues destacou que o problema da habitação é hoje evidente e resulta de uma falta estrutural de oferta perante uma procura em crescimento. Para o CEO do Grupo Casais, a atração de capital não é o principal obstáculo. O desafio está, sobretudo, na existência de promotores disponíveis para assumir o risco do licenciamento e de entidades com capacidade para executar as obras.

Neste contexto, o modelo Build to Rent foi apresentado como uma resposta estrutural para aumentar a oferta de habitação no mercado de arrendamento. A nova parceria entre o Grupo Casais e a Sonae Sierra, considerada o primeiro projeto Build to Rent 100% privado em Portugal, reforça esta visão e marca uma mudança de paradigma, passar de uma lógica de construir para vender para uma lógica de construir para usar, com foco no ciclo de vida, na operação e na utilização contínua dos edifícios.

António Carlos Rodrigues sublinhou ainda que o mercado de trabalho é hoje mais móvel e flexível, uma realidade que entra em contraste com a matriz tradicional portuguesa, historicamente centrada na propriedade. Esta transformação exige maior capacidade de resposta por parte do mercado de arrendamento, mas também um enquadramento legal mais ajustado. O CEO alertou para a desadequação de algumas regras atuais, nomeadamente exigências rígidas como lugares de estacionamento obrigatórios, que podem inviabilizar projetos pensados para residentes que dependem da mobilidade urbana sustentável.

Para o Grupo Casais, a consolidação do Build to Rent depende diretamente da industrialização da construção. António Carlos Rodrigues foi claro ao afirmar que não haverá escala sem construção industrializada. O setor enfrenta uma pressão demográfica significativa, com uma parte relevante da força de trabalho próxima da idade da reforma e sem renovação suficiente nas camadas mais jovens. Este contexto torna cada vez mais difícil responder às necessidades habitacionais do país com métodos construtivos tradicionais.

A construção industrializada surge, assim, como uma solução crítica para aumentar a previsibilidade, reduzir prazos e elevar a qualidade do produto final. Embora exija investimentos relevantes em fábricas, tecnologia, planeamento e novos processos, este modelo permite antecipar etapas, reduzir ineficiências e controlar melhor o risco desde a fase de conceção. Para António Carlos Rodrigues, a massificação será determinante para gerar ganhos de escala e, no futuro, contribuir para uma redução progressiva dos custos.

Na conclusão da sua intervenção, o CEO do Grupo Casais reforçou a importância de criar um ecossistema sólido de parceiros, fornecedores, promotores e investidores. A parceria com a Sonae Sierra foi enquadrada como um passo importante “para alavancar e acelerar o mercado Build to Rent em Portugal”.

“Qualquer entidade que decida investir na industrialização ou no arrendamento profissional não deve ser vista como concorrente, mas como parceira. A criação de escala é fundamental para que, no futuro, as regras de licenciamento e os impostos se adaptem à nova realidade da habitação”, afirmou António Carlos Rodrigues.

Foi uma conferência importante para debater, partilhar casos reais e refletir sobre as parcerias estratégicas e soluções concretas necessárias para acelerar a produção de habitação em Portugal.

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